Domingo, 01.02.2026
Texto Bíblico: Lucas 7:11–17
Nesta mensagem, o Pastor Alessandro nos lembra que Jesus não espera que a dor chegue até Ele, muitas vezes, Ele vai ao nosso encontro. A mensagem compartilha que, nos momentos de perda, luto e desespero, temos a tendência de acreditar que estamos sozinhos. No entanto, a Palavra revela um Salvador que caminha em nossa direção, se move de íntima compaixão e transforma caminhos de morte em caminhos de milagre.
Jesus vai até Naim, uma cidade comum, mas que naquele dia estava marcada por dor profunda. Ali estava uma mulher viúva, que já havia perdido o marido e agora enterrava seu único filho. Humanamente, não havia mais esperança. O texto nos ensina que, mesmo quando pensamos estar sozinhos, o Senhor vem ao nosso encontro. Ele é Deus de perto e também Deus de longe. Ele é socorro bem presente na angústia.
No caminho, duas multidões se encontram. Uma é a multidão do luto, da morte e do desespero. A outra é a multidão que caminha com Jesus, carregando esperança e vida. Essa cena nos confronta com uma pergunta importante: em qual multidão estamos caminhando hoje? Jesus continua convidando os cansados e oprimidos a se aproximarem dEle para encontrar descanso.
Ao ver a mulher, Jesus se move de íntima compaixão. A compaixão de Jesus não é pena distante, é uma identificação profunda com a dor que gera ação. Assim como o pai do filho pródigo corre em direção ao filho perdido, Jesus se aproxima de quem sofre. Ele não ignora lágrimas nem minimiza a dor.
Jesus então toca o esquife. Na cultura da época, tocar algo ligado à morte tornava a pessoa impura. Ainda assim, Jesus toca o que ninguém queria tocar. Ele não se contamina com a morte, pois onde Ele toca, a vida vence. O morto foi tocado, mas Jesus não ficou impuro. Pelo contrário, a morte foi vencida e a impureza removida.
Quando Jesus fala, o que estava morto revive. O jovem se senta, começa a falar e é entregue novamente à sua mãe. Quando somos tocados por Jesus, aquilo que estava morto ganha vida e voz. O que antes era motivo de choro se transforma em testemunho. Deus tem poder para vivificar a alma e também para restaurar tudo o que precisa de ressurreição em nossas vidas.
O cortejo de luto se transforma em celebração. A cidade que assistia a um enterro agora glorifica a Deus. O pranto vira alegria, a dor vira louvor e a história daquela mulher passa a anunciar que Deus visitou o Seu povo. Quando a ressurreição chega, o que era lamento se transforma em riso.
Jesus é a ressurreição e a vida. Onde Ele chega, a morte não tem a palavra final. Se permitirmos que Ele nos toque, veremos áreas que estavam mortas voltarem a viver e histórias de dor se transformarem em testemunhos para a glória de Deus.
Que hoje você permita que Jesus caminhe até o seu Naim, toque aquilo que ninguém mais tocou e traga vida onde só havia luto. O mesmo Cristo que transformou um funeral em celebração continua agindo, restaurando e fazendo do seu caminho um caminho de milagre.