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No Caminho do Milagre

Pr. Alessandro Souza

Pr. Alessandro Souza

Domingo, 01.02.2026

Texto Bíblico: Lucas 7:11–17

Introdução

Nesta mensagem, o Pastor Alessandro nos lembra que Jesus não espera que a dor chegue até Ele, muitas vezes, Ele vai ao nosso encontro. A mensagem compartilha que, nos momentos de perda, luto e desespero, temos a tendência de acreditar que estamos sozinhos. No entanto, a Palavra revela um Salvador que caminha em nossa direção, se move de íntima compaixão e transforma caminhos de morte em caminhos de milagre.

Texto Bíblico

Lucas 7:11–17 (NVI)

11 Logo depois, Jesus foi para uma cidade chamada Naim, e os seus discípulos e uma grande multidão iam com ele.

12 Quando ele se aproximou da porta da cidade, estava saindo o enterro do filho único de uma viúva, e uma grande multidão da cidade ia com ela.

13 Ao vê-la, o Senhor se compadeceu dela e disse: “Não chore”.

14 Chegando-se, tocou no esquife, e os que o carregavam pararam. Jesus disse: “Jovem, eu lhe digo, levante-se!”.

15 O morto sentou-se e começou a falar, e Jesus o entregou à sua mãe.

16 Todos ficaram cheios de temor e louvaram a Deus. Diziam: “Um grande profeta se levantou entre nós”, e “Deus interveio em favor do seu povo”.

17 E a notícia sobre Jesus espalhou-se por toda a Judeia e regiões circunvizinhas.

ExplicaÇÃo Simples

Jesus vai até Naim, uma cidade comum, mas que naquele dia estava marcada por dor profunda. Ali estava uma mulher viúva, que já havia perdido o marido e agora enterrava seu único filho. Humanamente, não havia mais esperança. O texto nos ensina que, mesmo quando pensamos estar sozinhos, o Senhor vem ao nosso encontro. Ele é Deus de perto e também Deus de longe. Ele é socorro bem presente na angústia.

No caminho, duas multidões se encontram. Uma é a multidão do luto, da morte e do desespero. A outra é a multidão que caminha com Jesus, carregando esperança e vida. Essa cena nos confronta com uma pergunta importante: em qual multidão estamos caminhando hoje? Jesus continua convidando os cansados e oprimidos a se aproximarem dEle para encontrar descanso.

Ao ver a mulher, Jesus se move de íntima compaixão. A compaixão de Jesus não é pena distante, é uma identificação profunda com a dor que gera ação. Assim como o pai do filho pródigo corre em direção ao filho perdido, Jesus se aproxima de quem sofre. Ele não ignora lágrimas nem minimiza a dor.

Jesus então toca o esquife. Na cultura da época, tocar algo ligado à morte tornava a pessoa impura. Ainda assim, Jesus toca o que ninguém queria tocar. Ele não se contamina com a morte, pois onde Ele toca, a vida vence. O morto foi tocado, mas Jesus não ficou impuro. Pelo contrário, a morte foi vencida e a impureza removida.

Quando Jesus fala, o que estava morto revive. O jovem se senta, começa a falar e é entregue novamente à sua mãe. Quando somos tocados por Jesus, aquilo que estava morto ganha vida e voz. O que antes era motivo de choro se transforma em testemunho. Deus tem poder para vivificar a alma e também para restaurar tudo o que precisa de ressurreição em nossas vidas.

O cortejo de luto se transforma em celebração. A cidade que assistia a um enterro agora glorifica a Deus. O pranto vira alegria, a dor vira louvor e a história daquela mulher passa a anunciar que Deus visitou o Seu povo. Quando a ressurreição chega, o que era lamento se transforma em riso.

Conclusão

Jesus é a ressurreição e a vida. Onde Ele chega, a morte não tem a palavra final. Se permitirmos que Ele nos toque, veremos áreas que estavam mortas voltarem a viver e histórias de dor se transformarem em testemunhos para a glória de Deus.

Que hoje você permita que Jesus caminhe até o seu Naim, toque aquilo que ninguém mais tocou e traga vida onde só havia luto. O mesmo Cristo que transformou um funeral em celebração continua agindo, restaurando e fazendo do seu caminho um caminho de milagre.

No Caminho do Milagre