Domingo, 15.02.2026
Texto Bíblico: Lucas 15:11–21
Nesta reflexão, o Pastor Ronaldo nos conduz a uma das parábolas mais conhecidas e profundas das Escrituras. A mensagem compartilha que essa história não fala apenas de conflito familiar, mas de filiação, identidade e restauração. Em um cenário onde há um pai e dois filhos, vemos diferentes comportamentos diante do governo e do amor do Pai. Mais importante do que o cenário em que estamos é a maneira como respondemos às nossas escolhas. O texto revela que, acima de erros, decisões precipitadas e afastamentos, existe um Pai que continua esperando pelo reencontro.
A parábola começa em um ambiente familiar aparentemente estável. Um pai e dois filhos. Um conformado, outro inquieto e insatisfeito. O filho mais novo decide partir. Porém, sua partida não começa no momento em que ele sai de casa. Ela começa no coração, quando o desejo de independência supera o valor da comunhão. Pedir a herança com o pai ainda vivo era um insulto grave na cultura judaica. Era como dizer que preferia os bens ao relacionamento.
Muitas vezes também iniciamos nossas partidas interiores antes de qualquer atitude externa. Quando deixamos de valorizar a presença do Pai e começamos a confiar apenas em nossas próprias decisões, a distância já começou.
O inesperado chega. O texto diz que houve fome naquela terra. Aquele que buscava liberdade encontra escassez. Aquele que buscava autonomia encontra humilhação. O dia mau chega sem avisar. Escolhas impensadas trazem consequências dolorosas. Longe do Pai, o filho experimenta carência, solidão e vergonha.
Então vem o momento mais importante: ele cai em si. Ele reconhece sua condição. Lembra-se da bondade do pai e entende que a segurança que desprezou era, na verdade, proteção. O arrependimento começa dentro do coração. Um coração quebrantado Deus não despreza.
O novo começo se manifesta quando ele decide levantar-se e voltar. Arrependimento verdadeiro gera ação. Ele não volta exigindo direitos, mas disposto a ser servo. Porém, o pai não o recebe como empregado. O pai o recebe como filho. Corre ao seu encontro, abraça, restaura e devolve dignidade. O foco da parábola não está apenas no erro do filho, mas na misericórdia do Pai.
Deus não mudou. Ele continua sendo Pai. Somos nós que nos afastamos. O que vivemos muitas vezes é consequência das nossas escolhas. Ainda assim, o Pai não cancela a filiação. Ele espera o reencontro.
“O Encontro” nos mostra que não existe lugar mais seguro do que a casa do Pai. Podemos ter vivido partidas, escolhas erradas e consequências difíceis, mas sempre haverá um caminho de volta. O Pai continua olhando ao longe, esperando o momento do nosso retorno.
Hoje é tempo de levantar-se, voltar e viver plenamente a experiência de filho. Deus não nos chama para sermos apenas servos distantes, mas filhos restaurados, abraçados e amados. Que você experimente o reencontro que transforma vergonha em dignidade, culpa em perdão e distância em comunhão verdadeira.