Domingo, 31.05.2026
Texto Bíblico: Apocalipse 2:1–7
Nesta reflexão, a Pra. Dayse Souza nos convida a olhar para o nosso relacionamento com Deus e responder uma pergunta importante: como está o nosso amor por Jesus?
Com o passar do tempo, as responsabilidades aumentam, as lutas surgem e a rotina se torna intensa. Continuamos trabalhando, servindo, cuidando da família e cumprindo compromissos, mas corremos o risco de perder algo precioso: a paixão pela presença de Deus.
A igreja de Éfeso era uma igreja ativa, perseverante e comprometida. Mas Jesus identificou um problema sério. Eles continuavam fazendo muitas coisas certas, porém haviam deixado o primeiro amor. A mensagem nos lembra que Deus não deseja apenas nossas atividades. Ele deseja nosso coração.
A mensagem começa mostrando que Jesus continua falando com seu povo. Mesmo quando estamos cansados, desanimados ou espiritualmente frios, Ele permanece presente e continua nos chamando. Muitas vezes Deus fala através de uma palavra, um louvor, uma oração ou uma lembrança das Escrituras. O Senhor nunca deixa de buscar aqueles que pertencem a Ele.
Jesus também conhece nossas obras. Ele vê nosso esforço, nossos desafios e tudo aquilo que fazemos. Ele vê o pai que trabalha pela família, a mãe que cuida dos filhos, o jovem que permanece firme e o líder que serve em silêncio. Nada passa despercebido aos olhos de Deus. Porém, Jesus não observa apenas nossas ações; Ele também vê a condição do nosso coração.
Foi exatamente isso que aconteceu com a igreja de Éfeso. Eles continuavam trabalhando, perseverando e servindo, mas haviam perdido a paixão que existia no início da caminhada. Havia atividade, mas faltava amor. Havia compromisso, mas faltava intimidade.
A mensagem nos alerta que deixar o primeiro amor não acontece de uma vez. É um processo gradual. Aos poucos a oração diminui, a leitura da Palavra perde espaço, a busca por Deus deixa de ser prioridade e a sensibilidade espiritual começa a enfraquecer. Sem perceber, a pessoa continua frequentando a igreja e realizando tarefas, mas já não experimenta a mesma alegria da presença de Deus.
Jesus deixa claro que as obras não substituem o amor. Podemos fazer muitas coisas para Deus e, ainda assim, estarmos distantes dEle. O Senhor não procura apenas servos ocupados. Ele procura filhos apaixonados que desejam estar em sua presença.
Por isso Jesus faz um convite ao arrependimento. Ele chama a igreja para lembrar de onde caiu e voltar às primeiras obras. Voltar a buscar a Deus com sinceridade, voltar a desfrutar da oração, voltar a amar a Palavra e voltar a ter prazer na comunhão com Ele.
Quando o primeiro amor se apaga, a visão espiritual também enfraquece. A pessoa perde sensibilidade, discernimento e direção. O mais perigoso é quando ela se acostuma com essa condição. Mas Jesus oferece um caminho de restauração. Ele chama seu povo de volta para perto dEle.
A mensagem de hoje não é uma palavra de condenação, mas um convite de amor. Jesus conhece nossas lutas, nossos cansaços e as situações que tentaram esfriar nossa fé. Mesmo assim, Ele continua nos chamando para voltar.
Voltar ao primeiro amor não significa voltar apenas a uma emoção do passado. Significa voltar para Jesus. Voltar à intimidade, à comunhão e à dependência que existiam no início da caminhada.
O Senhor continua andando no meio da sua Igreja. Ele continua falando, restaurando e reacendendo corações que desejam recomeçar. Não importa quanto tempo passou ou quão distante alguém se sente hoje. Sempre existe um caminho de volta para a presença de Deus.
Quando voltamos para Jesus, a alegria retorna, a fé é fortalecida, a paixão é renovada e a chama volta a arder. O primeiro amor não é um lugar perdido. É um lugar para onde Deus continua nos chamando todos os dias.
Que o Senhor reacenda em nós a paixão pela sua presença e nos conduza novamente ao lugar onde tudo começou: aos pés de Jesus.