Domingo, 18.01.2026
Texto Bíblico: Êxodo 19:1-11 e Êxodo 20:18-21
Nesta reflexão, o Pregador Natan nos lembra que Deus continua desejando relacionamento com o Seu povo. A mensagem compartilha que muitas vezes estamos próximos das coisas de Deus, frequentamos cultos e ouvimos sobre Ele, mas ainda assim sentimos que falta algo. O problema não é a ausência de Deus, mas a distância que escolhemos manter. Deus não quer apenas que falemos sobre Ele, mas que falemos com Ele. O monte ainda está ali como um convite vivo para uma caminhada mais profunda, marcada por intimidade, obediência e transformação.
O povo de Israel estava há cerca de três meses no deserto. Nesse curto período, já haviam experimentado livramento, provisão, milagres e vitórias. Mesmo assim, ainda carregavam medos, inseguranças e hábitos espirituais herdados do Egito. Eles conheciam os feitos de Deus, mas ainda não conheciam Deus de forma pessoal. Conheciam o Deus de Moisés, mas não tinham um relacionamento próprio com Ele.
No Sinai, Deus faz um convite claro. Ele deseja um povo separado, um povo que não apenas receba bênçãos, mas que se relacione com Ele. Diferente dos reis humanos, Deus não queria apenas governar à distância, mas caminhar com o Seu povo. Ele estabelece uma aliança e promete que aqueles que obedecerem seriam Seu tesouro especial. Há uma promessa, mas ela está ligada à obediência e ao relacionamento.
Deus continua sendo um Deus de promessas. Ele promete presença, relacionamento, perdão, nova vida, direção, provisão, descanso e salvação. Tudo já foi preparado, o preço já foi pago, mas ainda assim é necessário decidir responder ao convite. Não fomos chamados para ser espectadores do céu, mas participantes de um relacionamento vivo com o Pai.
O convite é claro: subir o monte. Deus chama todo o povo, mas nem todos aceitam. Diante do temor, o povo escolhe ficar à distância e pede que Moisés fale em lugar deles. Preferem segurança ao invés de intimidade. Moisés, porém, se aproxima da nuvem onde Deus está. Isso revela que relacionamento exige decisão, movimento e entrega.
Existe também um preço a ser pago. Aquilo que tem valor exige preparo. Deus chama o povo à consagração, à purificação e à santidade. No Antigo Testamento, Deus não habitava em lugares impuros. No Novo Testamento, Ele não habita em vidas impuras. Agora, porém, em Cristo, a purificação é possível. O foco deixa de ser um lugar físico e passa a ser a vida. Nós nos tornamos o templo do Espírito Santo.
Relacionamento com Deus não é automático. Ele salva primeiro, mas o próximo passo cabe a nós. Pecado gera distância, santidade gera proximidade. Deus não se afasta por desprezo, mas por falta de santidade, e Ele mesmo providencia o caminho para que sejamos feitos morada dEle. O monte continua ali como símbolo desse chamado constante para uma vida mais profunda com Deus.
O nível do nosso relacionamento com Deus define o quanto acessamos das promessas que Ele já liberou. Não faltam promessas, falta decisão de subir o monte. Fomos comprados por um alto preço e chamados para viver perto do Pai, não à distância. Deus não precisa de espectadores, mas de filhos que desejam conhecê-lo e ser conhecidos por Ele. O deserto não precisa ser permanente, pois o relacionamento é o caminho que nos conduz para as promessas.
Que hoje você decida dar um passo além, sair da zona de conforto e se aproximar de Deus com um coração sincero. O monte ainda está ali, o convite ainda está de pé e o Pai continua esperando por você para um encontro que transforma toda a vida.